O Conselho de Segurança Nacional britânico decidiu não bloquear o projeto da Huawei, indo contra a posição dos Estados Unidos
O Reino Unido vai permitir, mas de forma restrita, a utilização da rede 5G pela gigante tecnológica Huawei. Este é mais um desenvolvimento na “guerra” com a Huawei na implementação da rede 5G. Depois de os Estados Unidos acusarem a empresa de fazer espionagem ao serviço da China, e Austrália, Nova Zelândia e EUA terem bloqueado o avanço da tecnologia por parte da Huawei, o Reino Unido assume limitar o acesso da empresa chinesa a áreas de rede “não essenciais”. A Huawei, maior empresa do ramo das redes e tecnologia do mundo, encontra-se constrangida pelas suspeitas de servir para espionagem internacional, mas nega as acusações. O Conselho Nacional de Segurança britânico colocou o assunto em cima da mesa na última terça-feira, e daí resultaram duas declarações anónimas do gabinete de Segurança que confirmam as limitações à ação da empresa em território britânico. Já o ministro das Finanças, Philip Hammond, falou da importância de “garantir que as redes são construídas de forma a serem protegidas de ameaças de qualquer tipo, mas que também são competitivas”. Apesar de a União Europeia já ter alertado para a necessidade de reforçar a cibersegurança com o aparecimento da rede 5G, e além da pressão dos Estados Unidos, a Huawei já celebrou 40 contratos para a integração da rede, a maioria em território europeu. A decisão do Reino Unido de não bloquear a entrada da tecnologia no país foi aplaudida pela empresa chinesa, mas pode ainda não ser definitiva, adverte o governo britânico. |