O Edge Computing é desenhado para que os dados, especialmente os que são gerados em tempo real, não sofram problemas de latência assegurando o bom desempenho de uma ou de várias aplicações.
Com a sua aquisição, qualquer empresa pode garantidamente economizar tempo e dinheiro no que toca ao processamento de dados e também no que toca ao armazenamento dos mesmos pois estes podem ser armazenados localmente nos equipamentos, reduzindo a quantidade de dados que precisam ser processados e transferidos para um local centralizado ou suportado na cloud que acarretam custos fixos anuais bastante elevados às empresas.
Mas é aqui que, no meu entender, surge um dos maiores problemas do Edge Computing sendo que a quantidade de dados disponíveis é imensa mas, nem todos os dados são úteis e criam valor. E será que faz sentido enviar todos os dados gerados na Edge (nos equipamentos) para um sistema central ou devemos manter dados na Edge (na extremidade)? A resposta a este desafio representa a poupança de milhares de euros em custos de armazenamento e processamento de dados. Existe assim a necessidade de dividir os dados em duas categorias principais: os dados que devem ser analisados e processados na edge e aqueles que devem ser analisados e processados centralmente. A gestão dos dados é cada vez mais um enorme desafio devido a questões como a acessibilidade e a disponibilidade. No entanto, é fundamental, isto porque as tecnologias oferecem um potencial ilimitado para transformar e criar novas formas de os disponibilizar, existem cada vez mais novos equipamentos (IoT) capazes de processarem e armazenarem dados bem como tomarem decisões com recursos a Inteligência Artificial (AI), ajudando as empresas a tornarem-se mais eficientes e resistentes, e por sua vez, a construir uma base mais forte e economicamente viável para o futuro. Todos os dados devem ser assegurados para que permitam um registo sistemático da informação, acessibilidade à mesma, bem como a sua monitorização e obtenção de indicadores preditivos que apoiem a decisão em tempo real, potenciando a transparência na partilha de informação e eficiente prestação de serviços, através de alguns dos seguintes objetivos globais: • Disponibilização de informação produzida de um modo transparente com vista ao desenvolvimento de serviços inovadores; • Uma arquitetura de referência comum com enfoque na resiliência digital e na segurança dos sistemas e dos dados; • Aposta na acessibilidade dos serviços eletrónicos mais simples, acessíveis e inclusivos, fomentando a proximidade e a redução de custos; • A segurança, resiliência e privacidade dos dados, por forma a assegurar a salvaguarda da informação detida; • Garantia de um desenvolvimento sustentável em matéria de transformação digital. De acordo com os objetivos globais apresentados, por forma a cumprir toda a sua execução, é fundamental que sejam implementados e desenvolvidas o seguinte conjunto de pontos para assim usufruir ao máximo do potencial dos dados produzidos no edge: 1. Transformação de processos operacionais, através do desenvolvimento e implementação de ferramentas de business intelligence para o apoio à decisão da gestão; 2. Desenvolvimento e partilha de informação entre entidades, com base em modelos big data, otimizando o tratamento e controlo dados, reduzindo os seus custos, e assegurando a distribuição global dos mesmos; 3. Preparação para a integração e desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial (AI) com capacidades de edge analytics para a tomada de decisões. Num contexto em que o digital se tornou no meio privilegiado de partilha de dados para as empresas, e com a crescente aumento da importância da Transformação Digital e a Digitalização das empresas, torna-se prioritária a dinamização, disponibilidade de dados e o Edge Computing. |